terça-feira, 6 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Virgínia Woolf, no seu livro “Um Quarto SÓ para Si”, que é considerado uma obra clássica feminista, usa uma linguagem expressiva, irónica e mordaz. Ela sabe como a educação das mulheres e o seu papel social podem comprometer a criatividade feminina. Mas o que é necessário para que essa imaginação criativa se liberte? Logo na primeira página lança a ideia de um quarto, um quarto onde a mulher possa isolar-se, sem ser constantemente interrompida e sem ter de esconder o que escrevia com a entrada de um intruso numa sala de estar comum. Alem da privacidade, a mulher precisa de ser economicamente independente(...). A ausência destes dois requisitos explica a inexistência de escritoras na época isabelina em que as mulheres estariam sujeitas a frustrações diversas, entre as quais a artística, exemplificada com o suicídio de uma suposta ou apenas imaginada irmã de Shakespeare. E Virgínia prossegue com uma análise de todas as desvantagens educativas, sociais e financeiras que, ao longo da história inglesa, se têm atravessado no caminho das mulheres escritoras (..).


