segunda-feira, 22 de março de 2010

José Carlos Vasconcelos


À beira do precipício


O lado secreto do evidente

O que vê qualquer um e afinal não.

Tudo que está entre nós e nós cegos:

A luz do lugar, da visão, comum.

Trazer à tona, à tela, essa luz,

Essa invisível poderosa teia,

Janela que nos rodeia e seduz.

Eis, pois, meu ofício: salvar a rosa.

Salvar, raça em extinção, a baleia.

O poema à beira do precipício.

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