sexta-feira, 25 de setembro de 2009

História da Arte Contemporânea

Síntese de conteúdos anteriores (última apresentação feita a 10 de Julho de 2009)

1. O final do séc. XIX e a transição para o séc. XX:

  • · Os pós-impressionistas : Gauguin, Van Gogh e Cézanne.
  • · A Arte Nova nos diferentes países da Europa e em Portugal.
  • · A importância da escola de Barbizon na caracterização do Naturalismo de Silva Porto e Marques de Oliveira.

2. O século XX:

  • · A primeira e segunda gerações naturalistas: Henrique Pousão, Malhoa e Columbano.

Retomando o assunto...

  • · As vanguardas e os anos de experimentação (1905/1920): fauvismo e expressionismo

Fauvismo

Esta corrente, Fauvismo, constituiu a primeira vaga de assalto da arte moderna propriamente dita. Em 1905, em Paris, no Salon d’Automne, ao entrar na sala onde estavam expostas obras de autores pouco conhecidos, Henri Matisse, Georges Rouault, André Derain, Maurice de Vlaminck, entre outros, o crítico Louis de Vauxcelles julgou-se entre as feras (fauves).

As telas que se encontravam na sala eram, de facto, estranhas, selvagens: uma exuberância da cor, aplicada aparentemente de forma arbitrária, tornava as obras chocantes. Caracteriza-se pela importância que é dada à cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A técnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jactos de cor, de luz, de sol.

Características fundamentais:

  • · Primado da cor sobre as formas: a cor é vista como um meio de expressão íntimo;
  • · Desenvolve-se em grandes manchas de cor que delimitam planos, onde a ilusão da terceira dimensão se perde;
  • · A cor aparece pura, sem sombreados, fazendo salientar os contrastes, com pinceladas directas e emotivas;
  • · Autonomiza-se do real, pois a arte deve reflectir a verdade inerente, que deve desenvencilhar-se da aparência exterior do objecto;
  • · A temática não é relevante, não tendo qualquer conotação social, política ou outra;
  • · Os planos de cor estão divididos, no rosto, por uma risca verde. Do lado esquerdo, a face amarela destaca-se mais do fundo vermelho, enquanto que a outra metade, mais rosada, se planifica e retrai para o nível do fundo em cor verde. Paralelos semelhantes podemos ainda encontrar na relação entre o vestido vermelho e as cores utilizadas no fundo;
  • · A obra de arte nasce, por isso, autónoma em relação ao objecto que a motivou, dos temas mais característicos do autor, onde sobressaem os padrões decorativos;
  • · A linguagem é plana, as cores são alegres, vivas e brilhantes, perfeitamente harmonizadas, não simulando profundidade, em total respeito pela bidimensionalidade da tela;
  • · A cor é o elemento dominante de todo o rosto. Esta é aplicada de forma violenta, intuitiva, em pinceladas grossas, empastadas e espontâneas, emprestando ao conjunto uma rudeza e agressividade juvenis;
  • · Estudo dos efeitos de diferentes luminosidades, anulando ou distinguindo efeitos de profundidade.

http://cultura.portaldomovimento.com/fauvismo.html

Link: http://www.metmuseum.org/toah/hd/fauv/hd_fauv.htm

André Derain, 1906; Maurice de Vlaminck (French, 1876–1958); Oil on cardboard; 10 3/8 x 8 1/4 in. (26.4 x 21 cm)
Jacques and Natasha Gelman Collection, 1998 (1999.363.83)

A cabeça de Derain, apresentada em tamanho real e em grande plano é mais expressiva do que qualquer fotografia. Não há indicação de espaço circundante. Vlamink delineou a preto os contornos da cabeça, cabelo, ombros e colarinho. Pintou então o rosto de vermelho, clareando mais que modelando as características faciais com pinceladas de amarelo e aplicando um inesperado verde no nariz. Em ambos os olhos as pálpebras são azuis e as espirais azuis do bigode são projectadas para a esquerda. Derain guardou este retrato até a sua morte em 1954.

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